24/11/2015

  • // Por: Carlos Eduardo Valim

Compartilhe:

Imprimir:

"Quando apresentamos o preço para comprar agências no Brasil, os americanos não acreditam"

Bate-papo com Abaete de Azevedo, presidente da DAS e da Rapp na América Latina


Azevedo acompanha de perto a evolução de conceitos e tecnologias surgidas no mercado de publicidade
Azevedo acompanha de perto a evolução de conceitos e tecnologias surgidas no mercado de publicidade

Além de compreender o dia a dia da agência de marketing direto Rapp que fundou há duas décadas, a atuação de Abaete de Azevedo envolve administrar no País os negócios da DAS, o braço que traz ao Brasil novas agências do grupo americano Omnicom – a terceira maior rede de agências do mundo e que também possui mais de 200 marcas de agências não publicitárias em operação no mundo. Isso mantém o executivo e empresário acompanhando de forma próxima a evolução de conceitos e tecnologias surgidas no mercado de publicidade. 

Além disso, a importância do Omnicom aumentou no Brasil recentemente com a revelação, no sábado 21, de que está comprando o grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes. Em entrevista concedida dias antes da aquisição – uma negociação do qual não participou –, Azevedo fala sobre como o Brasil é visto pelas agências globais e sobre novas tendências para o mercado:

O interesse de novas agências em vir ao Brasil diminuiu com a crise?
Um tempo atrás, havia interesse e um entusiasmo. O entusiasmo diminuiu, mas os americanos sabem a potência que o Brasil é. O brilho ficou um pouco empanado, mas existe um novo e grande atrativo, que é o preço baixo de se abrir empresas no Brasil. Quando apresentamos o valor para chegar ao Brasil ou comprar agências aqui, eles não acreditam.

Como são definidas as empresas com potencial de chegar no Brasil?

Às vezes, sou abordado por interessados em abrir um negócio aqui. Em outros casos, percebo agências estrangeiras do grupo com um modelo de atuação que falta ao mercado brasileiro. Há ainda casos de empresas que já cresceram por todo o mundo e faltam chegar aqui. Diferentemente de uma incubadora comum, não queremos ter um sucesso a cada dez empresas, mas sim que todas as nossas iniciativas deem certo, porque se tratam de negócios já bem sucedidos.

Como um pioneiro do marketing direto no Brasil e da tradicional mala direta, o senhor percebe a mídia programática como uma ameaça ao negócio?

Acredito que ela vá ampliar o nosso mercado. Ela coloca a equipe do cliente trabalhando junto com o pessoal da agência. Em conjunto, acompanhamos os monitores que mostram os resultados em tempo real de uma campanha, e calibramos o preço do produto e a criação para melhorar as vendas. Hoje, o anunciante pode se preocupar apenas em produzir, precificar e faturar as vendas. Todo o processo de relação com o cliente pode ficar com as agências. Estamos fechando uma aquisição de uma empresa, para oferecermos aos anunciantes uma plataforma de comércio eletrônico. Assim, poderemos fazer toda a transação do cliente.


Avalie esta notícia:  starstarstarstarstar

Compartilhe:

Imprimir:

Deixe um comentário

(O comentário não pode exceder 500 caracteres)

Carlos Eduardo Valim
Carlos Eduardo Valim é repórter de negócios da DINHEIRO, com experiência na cobertura de empresas, mídia, tecnologias e telecomunicações