23/12/2016

  • // Por: Roger Marzochi

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Resposta instantânea com Pedro Guasti, CEO do Ebit, consultoria de comércio eletrônico


Porque não se observa mais taxas de crescimento “chinesas” no comércio eletrônico? 
O e-commerce crescia em média 30% ao ano até 2013. Após o agravamento da crise, reduziu esse avanço. Temos muito espaço para voltar a expandir. Precisamos que a economia reaja e os consumidores voltem a recuperar sua capacidade de compra e de endividamento. Apesar da queda no ritmo de crescimento, podemos dizer que o e-commerce é privilegiado, Neste ano, o crescimento deve ser de 8%. O varejo restrito (exceto veículos e material de construção), do IBGE, deve ter queda real de 6,5%.

Qual o motivo de o comércio eletrônico ainda dar prejuízo para as principais empresas que exploraram esse setor?
Vemos que algumas empresas de capital aberto estão em um ritmo forte de investimento e que a aposta é que, em médio e longo prazos, comecem a gerar ganhos para os acionistas. A Amazon, desde sua fundação, em 1996, apresenta lucro baixo e na maioria dos trimestres, quando isso aconteceu, reinvestiu em inovação e tecnologia. No Brasil, ainda teremos um período de resultados no qual as empresas ainda estarão maximizando seus investimentos e não trarão retorno tão rápido aos acionistas.
 
Qual é a sua expectativa para o segmento em 2017?
Estamos finalizando as projeções para o próximo ano, mas podemos adiantar que nossa expectativa é que voltaremos a crescer dois dígitos. Esse crescimento ainda será impactado pela crise econômica, que deve começar a recuar a partir do 2º ou 3º trimestre de 2017. Mantido este cenário, a partir de 2018 poderemos voltar a assistir crescimento acima de 20% ao ano.

(Nota publicada na Edição 999 da Revista Dinheiro)


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Roger Marzochi é repórter de tecnologia da ISTOÉ DINHEIRO