26/03/2008 - 7:00

Quanto as empresas brasileiras investem em ações sociais? Que porcentagem do PIB brasileiro é destinada a projetos que envolvam questões cruciais como a sustentabilidade, a preservação ecológica ou programas de apoio à saúde e à cultura? Encontrar respostas precisas para essas indagações é praticamente impossível no País. Podese, quando muito, fazer um mosaico de estatísticas obtidas em diferentes fontes ? e a boa notícia aí é que qualquer uma delas atestará que o mundo corporativo está cada vez mais preocupado e atuante na busca da melhoria das condições de vida dos brasileiros. O mais recente mapeamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, aponta que 600 mil empresas privadas investiram R$ 4,7 bilhões em programas de impacto social. Os dados são de 2004 e indicavam um aumento, num período de quatro anos, de 59% para 69% na participação empresarial nessa área ? sendo que apenas 2% delas apoiaram esse trabalho na obtenção de benefícios fiscais. Já a universidade americana Johns Hopkins estima em 5% do PIB a quantidade de recursos que circulam, no Brasil, pelo chamado terceiro setor. Se os números são escassos, abundam exemplos de como o compromisso de companhias com causas que extrapolam as atividades intrínsecas ao seu negócio pode mudar a vida de milhões de brasileiros. Nas próximas páginas, DINHEIRO traz 50 casos bem-sucedidos de aplicação de esforços corporativos ? nem sempre apenas financeiros ? em iniciativas positivas, entre milhares que merecem ser conhecidas e replicadas. Essas histórias foram divididas em dez diferentes segmentos de atuação social das chamadas Empresas do Bem: Educação, Saúde e Alimentação, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Cultura, Esportes, Apoio à Comunidade, Reciclagem, Sustentabilidade Empresarial e Valorização da Diversidade. Não se trata de um ranking, ou mesmo de uma lista fechada, mas de um resumo inspirador do que se faz no clube das Empresas do Bem.