Pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que 78,1% dos trabalhadores afirmam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com seu emprego atual. É a maior porcentagem desde junho de 2025, quando o dado passou a ser coletado.

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Os dados integram o estudo Sondagem de Mercado de Trabalho e mostram que apenas 6,1% das pessoas estão insatisfeitas ou muito insatisfeitas. Os 15,8% restantes se declararam neutros. Veja a evolução de cada parcela desde o início do levantamento de dados:

“A evolução favorável do mercado de trabalho nos últimos anos parece refletir nos dados sobre satisfação do trabalho, que seguem avançando. A mínima da taxa de desocupação, com melhora concentrada no trabalho formal, e a evolução da renda, são fatores que tendem a influenciar a percepção dos trabalhadores sobre sua ocupação”, analisa o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da FGV).

O pesquisador destaca que o crescimento da satisfação com o emprego deve acompanhar a desaceleração no mercado de trabalho em 2026.

Remuneração é principal queixa dos insatisfeitos

A pesquisa questionou quem relatou insatisfação sobre as causas para este sentimento. Baixa remuneração foi principal reclamação, citada por 60,5%. Em seguida, aparecem questões relacionadas à saúde mental (24,8%) e carga horária elevada (21,9%). Veja no gráfico:

Segundo Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, “a parcela que ainda se mostra insatisfeita reforça a importância da remuneração para essa percepção”.

A pesquisa aponta que para 28,2% dos respondentes a remuneração foi insuficiente para arcar com despesas
essenciais como moradia, educação, alimentação ou saúde.