Os preços do petróleo caíram significativamente nesta sexta-feira, 21, contribuindo para a maior queda semanal da commodity em um mês, enquanto os operadores reconsideram o poder dos exportadores globais para aliviar um excesso de estoque de longa data. Cresceram as dúvidas dos investidores quanto à possibilidade de extensão do acordo de corte da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de forma a neutralizar o aumento da oferta pelos EUA.

Diante disso, o petróleo WTI para entrega em junho fechou em queda de US$ 1,09, ou 2,20%, a US$ 49,62 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). O petróleo tipo Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), perdeu US$ 1,03, ou 1,94%, recuando a US$ 51,96 por barril. Ambos contratos encerraram no patamar mais baixo desde a última semana de março.

Os contratos futuros dos EUA caíram em todas as sessões desta semana, perdendo 7,8% desde que atingiram o valor máximo de um mês, no dia 11 de abril. O recuo vem em um momento em que muitos previam que o petróleo estava começando um rali lento, mas constante, em direção aos US$ 60 por barril, que seria um patamar muito mais confortável para a indústria de óleo global. Muitos preveem que preços de petróleo na casa dos US$ 55 ou acima disso seriam mais saudáveis para a recuperação das empresas, ajudando as companhias altamente endividadas a evitar perdas e falência.

Porém, a liquidação observada nesta sexta-feira mostra que os operadores estão agora negociando como se o próximo passo do petróleo fosse um recuo para abaixo de US$ 50 o barril, em vez de um rali de recuperação depois da baixa histórica do ano passado, disseram corretores e traders. Isso prejudicaria as perspectivas para o setor de energia. Em meio a esse cenário, as empresas de energia tiveram o pior desempenho no S&P 500 desta semana, recuando 1,9%. Neste ano até o momento, acumulam queda de 9,9%.

Fonte: Dow Jones Newswire