Flávia Goldfarb conheceu dois mundos. Primeiro, o das lojas Marisa, potência da moda popular, fundada e dirigida por seu pai Márcio Goldfarb. Depois, o da DKNY, de Donna Karan, grife internacional de roupas femininas, onde a herdeira dos Goldfarb trabalhou durante dois anos. Na hora de decidir qual o caminho iria seguir na vida, o coração de Flávia bateu para o outro lado, o do glamour. Ela é dona da FG, butique feminina inaugurada há um ano no principal centro das grifes em São Paulo, a rua Oscar Freire.
Os preços e o estilo das roupas nada têm a ver com o que papai coloca nas prateleiras da Marisa. Uma simples blusa chega a
custar R$ 200. ?Gosto do que é único. E minhas peças refletem
isso?, diz Flávia, de 28 anos.

O caminho para sua independência foi bem calculado. Desde sempre ela teve vontade de entrar para o mundo fashion, mas em vez de prestar vestibular para algum curso de moda, preferiu aprender a lidar com números. Por sugestão do pai, fez administração de empresas, na Faculdade Getúlio Vargas. Depois de quatro anos, arrumou as malas e foi para Nova York cursar o FIT (Fashion Institute of Technology). ?Lá ninguém sabia de quem eu era filha. Consegui muitas coisas por mérito próprio?, diz. A principal conquista foi o estágio na DKNY, que lhe abriu portas para o vôo solo no Brasil.

Flávia é responsável por tudo na FG. Desenha, compra tecidos, administra as finanças e acompanha as vendas. ?Do meu pai herdei o perfeccionismo e o sigilo sobre o meu negócio?, diz ela. E bota sigilo nisso: a primogênita dos Goldfarb não revela nenhuma cifra. ?Não importa a ninguém?, afirma. O que se sabe é que um ponto comercial na Oscar Freire está avaliado em R$ 1 milhão. É o custo do glamour.