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Os fundos de arbitragem, mais conhecidos como long & short, ganharam uma distinção entre os tipos de estratégia e de gestão no ano passado. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) separou-os em duas categorias: neutro e direcional. Ambos continuam procurando a diferenciação de preços entre as ações de uma mesma empresa ou de companhias de um mesmo setor. A categoria neutro se aproxima de um long & short puro, pois equilibra a compra e a venda de um papel na mesma proporção. A direcional insere uma leitura macroeconômica, com apostas de alta ou de baixa dos mercados. Nos dois casos, fique de olho neles

Com apenas R$ 6,3 bilhões de patrimônio líquido, o long & short está conquistando seu espaço no mercado. No ano passado, a categoria se redimiu de um desempenho abaixo da expectativa em 2008. Naquele período, de 87 fundos existentes, apenas 12% tiveram rentabilidade acima do CDI. Doze meses depois, 80% dos 70 fundos utilizados como base de pesquisa da TAG Investimentos superaram sua taxa de referência. “Houve decepção e, por isso, os olhares dos investidores foram muito críticos em 2009”, afirma Marcelo Karvelis, sócio da Claritas Investimentos

R$ 6,3 BILHÕES É O VOLUME INVESTIDO NOS 70 FUNDOS DE ARBITRAGEM EM DUAS CATEGORIAS: NEUTRO E DIRECIONAL. NELES, OS GESTORES FAZEM APOSTAS EM PAPÉIS DE UMA MESMA EMPRESA OU ENTRE COMPANHIAS DE UM MESMO SETOR

A percepção que se tem é que a exigência de acerto para os long & short é mais alta do que as demais categorias de fundos. Talvez essa imagem esteja ligada à independência dessa estratégia com o desempenho da bolsa. “Pouco importa se o mercado de ações está em alta ou em baixa. Nos interessamos pelo comportamento individual das empresas”, diz Alexandre Rezende, sócio da Oceana Investimentos.

A gestora carioca foi ágil para encontrar boas distorções de preços entre os papéis de alguns setores. O elétrico, que é considerado monótono e com previsibilidade de caixa, gerou um bom retorno com a compra (long) de Cesp e a venda (short) de uma cesta de ações das concorrentes. Outra tacada certeira foi a compra de Telemig e a venda de Vivo, posição montada quando as duas empresas estavam fora do radar dos investidores. “Algumas distorções não eram vistas no Brasil nos últimos seis anos”, afirma Rezende. Esses acertos colocaram o Oceana Long Short como o melhor na categoria neutro, com base no índice de Sharpe. Entre os long & short direcionais, o Perfin Infinity Long Short fez o melhor balanceamento entre o risco e o retorno. 

 

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