19/04/2006 - 7:00
O nome entrega a origem: Arab Banking Corporation. A música de espera ao telefone acentua o estilo Mil e Uma Noites. Subsidiária de um dos maiores grupos financeiros do Oriente Médio, o Banco ABC Brasil é controlado por estatais do Kwait, dos Emirados Árabes e da Líbia. Sua sede, porém, está no Bahrein, onde predomina uma visão mais flexível do Islã. No Brasil desde 1989, o ABC pôs seu foco no financiamento a grandes empresas. Sobretudo as com negócios com o Oriente Médio. Enfrentou hiperinflação, crises políticas e a separação da corretora Roma, do empresário Roberto Marinho, de quem foi parceiro até 1997. Em 2005, com o boom do crédito bancário, o banco decolou e teve talvez o melhor ano de sua história no País. Expandiu a área de empréstimos, diversificou a clientela e lucrou R$ 58,7 milhões. Revigorado, o ABC está cheio de planos.
Um deles é avançar no atendimento a empresas de porte médio. Já em 2005, o banco montou uma carteira de US$ 81 milhões em empréstimos a firmas que faturam a partir de R$ 20 milhões. A meta é chegar a US$ 200 milhões até o fim deste ano. ?Paralelamente, o ABC está entrando no crédito consignado?, antecipa o vice-presidente Alfredo Moraes. Ex-Chemical Bank e Unibanco, ele jura que não há mistério em trabalhar em um banco árabe. ?Ao contrário dos americanos, os árabes não tentam adaptar o País à cultura deles. Fazem o contrário.?