12/09/2014 - 16:45
Ana Patricia Botín foi eleita, por unanimidade, na quarta-feira (10), para assumir o cargo que até o dia anterior pertencia a seu pai, Emilio Botín, morto aos 79 anos. Com a presidência do Santander, virão os desafios de tornar o banco espanhol mais competitivo no mundo cada vez mais digital. Essa é a opinião do professor Manuel Bermejo, da IE Business School. Veja abaixo os melhores trechos da entrevista:
– Como o senhor vê a escolha de Ana Botín para a presidência do Santander?
Acho que Ana Botín é uma pessoa que veio se preparando durante toda a sua vida para substituir o seu pai. Acumula experiência e conhece perfeitamente o oficio do banco. Foi uma peça chave na gestão de Emílio Botín, por ser uma grande profissional do banco, deixando de lado caprichos e colocando foco na gestão de riscos.
– Há quem diga que essa era a hora de reduzir o papel da família Botín no comando do banco…
Sempre existiu uma dúvida sobre a sucessão desse grande transatlântico que é hoje o banco Santander. Em todo caso, não convém se esquecer que o banco é uma entidade que abriga muitos talentos em sua organização. Devemos assistir a um processo de evolução de um líder carismático para uma líder de equipes.
– Quais serão os desafios dela à frente do Santander?
Parece que a Ana Botín teve mais experiência em banco de investimento e também tem bastante intimidade com o mundo tecnológico. Este ponto é particularmente interessante porque, nas próximas décadas, o banco terá de se reinventar para competir em um cenário cada vez mais digital onde os competidores não vão ser apenas outras instituições bancárias, mas também atores do mundo online.
