13/04/2001 - 7:00
Se pudesse, o representante no Brasil da rede americana de restaurantes TGI Friday?s (Thanks God, It’s Friday ? Obrigado Deus, hoje é sábado), Sérgio Facchini, adaptaria o significado da sigla por ?Obrigado Deus, o pesadelo de 2000 já passou?. Em dezembro do ano passado, foi obrigado a encolher sua rede pela metade, fechando duas das quatro unidades de uma vez só. Uma das lojas, no bairro paulistano do Tatuapé, encerrou as atividades por falta de público. ?Errei na escolha da localização?, admite Facchini. A dificuldade na renovação do contrato de aluguel do outro restaurante em São Paulo inviabilizou a operação. Foi um susto para o empresário. Afinal, ao assinar o contrato com a matriz, se comprometeu a abrir duas unidades por ano a partir de 1997. Agora, após a inauguração de mais um Friday?s no fim do mês passado, no Rio de Janeiro, garante que irá retomar a expansão.
Mas não é só no mercado brasileiro que o Friday?s, com faturamento mundial de US$ 1,9 bilhão, revê suas operações. No mês passado, representantes dos 53 países onde a empresa atua foram informados que vem novidade por aí. A matriz avisou que, pela primeira vez desde a fundação, há 36 anos, vai reestruturar os negócios. Objetivo: melhorar o faturamento de suas mais de 600 lojas. As mudanças em estudo deverão atingir os uniformes dos atendentes, além de ampliar a autonomia dos licenciados. ?Poderemos adaptar o cardápio e incluir, por exemplo, o feijão preto no Rio ou a picanha em São Paulo?, diz Facchini. Enquanto os executivos do grupo definem a nova receita da rede, Facchini encara um desafio doméstico: convencer investidores brasileiros, depois do susto do fim do ano, de que o negócio é bom. No Friday?s, do total de R$ 1,5 milhão que custa cada restaurante, 49% dos recursos podem ser captados no mercado, mas a operação das lojas sempre fica por conta do representante local. Facchini tem pressa e já sonha em instalar a marca em Brasília e em Ribeirão Preto (SP).