Insatisfação, frustração e decepção. Essas foram as três palavras que marcaram a primeira fala de Abílio Diniz, como presidente do conselho de administrção da BRF, a investidores nesta terça-feira 29. Diniz abriu a conferência dizendo que o mercado teve razão ao demonstrar, na segunda-feira 28, por meio da queda de 3,79% das ações da companhia, sua insatisfação com os resultados referentes ao terceiro trimestre. Mesmo com crescimento de 216% dos lucros no período chegando a R$ 287 milhões, a alta direção da companhia considerou que os números ficaram aquém do esperado, analistas esperavam um lucro entre R$ 300 e R$ 400 milhões.

 

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Aos investidores, empresário se diz frustrado com números do terceiro trimestre

 

?O que tenho para dizer sendo coerente com minha primeira fala é que eu represento os investidores, sou um deles e vou procurar fazer o melhor possível por essa companhia para que ela dê o retorno apropriado?, disse Diniz. Em recado aos executivos da BRF, o presidente do conselho foi enfático ao afirmar que não quer explicações, mas resultados. ?Queremos resultados e eles não vieram. Não adianta explicar os motivos.? O executivo pediu calma aos investidores e disse que para 2014 os números serão melhores. ?Porém, nada de pirotecnia, faremos tudo com calma e trabalho sólido.?

 

O empresário prometeu que até 10 de dezembro estará pronto o orçamento da empresa para 2014. Por várias vezes, citou a meta de transformar a BRF em uma empresa global. ?A BRF não é uma empresa global, é uma exportadora de frangos. E nosso objetivo é fazer com que ela vá além de exportar e seja uma marca forte fora do Brasil.? O empresário disse que encontrou a BRF “torta”, uma empresa que tinha como foco apenas o DNA industrial. ?Com processo admirável, pórem, que vivia empurrando a produção para o consumidor. Que nunca se preocupou com a ponta [clientes e consumidores], embora tivesse um departamento de inteligência de mercado muito competente.”

 

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