Os acionistas minoritários da Brasil Telecom rejeitaram nesta quarta-feira a proposta de troca de ações da empresa por papéis da Oi. Segundo comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a simplificação societária foi suspensa por prazo indeterminado.

A troca de ações da BrT por papéis do grupo Oi era a última etapa do processo de reorganização societária prevista na operação anunciada em abril de 2008, quando a Oi revelou acordo para compra do controle da BrT.

Esse foi um revés para os planos de simplificação societária do grupo de telecomunicações que adia a criação da Supertele. Mas o consultor e engenheiro de telecomunicações, Eduardo Tude, afirma que rejeição não terá grande impacto no funcionamento da Supertele.

?Não foi aprovada a simplificação societária, o que pode diminuir a eficiência operacional da empresa, mas isso não afeta as operações de nenhuma das envolvidas?, afirma Tude.

O consultor afirma que frente ao cenário de rejeição, a Oi tem duas opções: ou faz nova proposta a BrT em breve, ou convive a atual situação societária, e tenta desvalorizar as ações da empresa empregando maiores custos e gastos a ela.

Em janeiro deste ano, por conta de contingências judiciais imprevistas na BrT, as duas empresas concordaram em rever a relação de substituição de ações no processo de incorporação pela Oi. Após o levantamento de uma auditoria, os valores relativos a essas contingências no balanço da BrT quase dobraram, para R$ 2,5 bilhões.

Em 15 de janeiro, dia seguinte ao anúncio de que a relação de troca de ações da BrT por Oi seria revisada, as ações da BrT tiveram queda expressiva.

Oi anunciou em março, uma nova relação de substituição a ser deliberada na assembleia da BrT desta manhã. As ações das empresas também sofrerão queda na ocasião.

 

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