O índice da Bolsa de Valores de São Paulo apresentou o melhor desempenho de setembro, em alta de 6,58% no período. Isso, após registrar o pior resultado de agosto, em queda de 3,51%. Se, em agosto, o desempenho ruim foi explicado pela performance das duas ações de maior peso no índice, também foram elas as responsáveis pela reversão do quadro em setembro. No mês, as ações ordinárias (com direito a voto) da Vale do Rio Doce subiram 11,56%, enquanto as ordinárias da Petrobras apresentaram valorização de 2,74%.

Na outra ponta, o dólar perdeu 3,64% no período ? o pior resultado entre as aplicações. Entre os fundos, as carteiras de renda fixa (que investem em títulos públicos e privados) apresentaram rentabilidade entre 0,60% e 0,90% ao mês, assim como os fundos indexados ao Certificado de Depósito Interbancário (o CDI), com igual intervalo de rendimento.

Já o euro reverteu a trajetória de queda apresentada em agosto, em alta de 3,59%, o segundo melhor desempenho do período. O ouro subiu 0,75%.

Entre os indicadores de preços, o IGP-M, índice usado como base no reajuste de aluguéis, apresentou a alta mais forte, de 1,15% em setembro, enquanto o IPCA, considerado o indicador oficial de inflação, apresentou elevação de 0,45%. No período, a poupança registrou rentabilidade líquida de 0,57%. 

Para o administrador de investimentos independente Fabio Colombo, a bolsa seguiu o padrão dos últimos meses, de alternância no humor dos mercados, e subiu. Ele ressalta ainda o fato de a operação de capitalização da Petrobras ter influenciado bastante o mercado acionário local, ajudando no resultado positivo.

Em outubro, diz Colombo, o investidor deve continuar de olho nos desdobramentos da operação da Petrobras. ?Em razão da alta do Ibovespa em setembro, permanece a recomendação de venda gradativa parcial da carteira de ações?, diz ele.

Segundo Colombo, o investidor deve ficar de olho nos desdobramentos dos preços e nas indicações oferecidas pelo Comitê de Política Monetária em relação aos juros daqui para frente.