31/08/2010 - 4:08
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo apresentou o pior desempenho de agosto, em queda de 3,51% no período. O indicador foi puxado, principalmente, pela performance das duas ações de peso no índice: as ordinárias da Petrobras, com desvalorização de 7,65%, e as ordinárias da Vale do Rio Doce, em queda de 3,44%.
Já o ouro subiu 3,58% no período ? o melhor desempenho entre as aplicações. Entre os fundos, as carteiras de renda fixa (que investem em títulos públicos e privados) apresentaram rentabilidade entre 0,80% e 1,15% ao mês, seguidas pelos fundos indexados ao Certificado de Depósito Interbancário (o CDI), com rendimento entre 0,60% e 0,95%.
Entre os indicadores de preços, o IGP-M, índice usado como base no reajuste de aluguéis, subiu 0,77% no período, enquanto o IPCA, considerado o indicador oficial de inflação, apresentou leve alta de 0,09%. Entre as moedas, o dólar registrou elevação de 0,06%, enquanto o euro apresentou forte queda de 2,81%. No período, a poupança registrou rentabilidade líquida de 0,59%.
Para o administrador de investimentos independente, Fabio Colombo, Em agosto voltou novamente o pessimismo, devido a temores de crescimento aquém das expectativas para a economia americana e suas naturais consequências para o restante da economia mundial. Como resultado, as bolsas ao redor do mundo apresentaram queda, com perdas, em dólares, na faixa de 0 a 10%. E no Brasil não foi diferente.
Segundo Colombo, em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses, com nível de 95% de confiança, volatilidade do último ano e inflação projetada, é um ponto médio de 61.000 pontos para o Índice Bovespa, com máximo de 84.000 e mínimo de 37.000 pontos. O investidor, após essa baixa, deve continuar a realizar novas compras gradativas para a carteira de ações, conforme os preços continuem a se depreciar.