Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi fechado e tem assinatura prevista para este sábado, 17, no Paraguai. Estão previstas as presenças dos presidentes paraguaio, Santiago Peña, o da Argentina, Javier Milei, o uruguaio Yamandú Orsi, e boliviano, Rodrigo Paz.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o único líder que não participará do evento. O Brasil estará representado pelo seu ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Por outro lado, o presidente brasileiro recebeu na última sexta-feira, 16, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von de Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A ideia do governo é posicionar o Brasil como o maior negociador do acordo sob o ponto de vista político e para que Lula tivesse a “foto da vitória” com as maiores lideranças da Europa.

O texto prevê a eliminação de tarifas em cerca de 91% das mercadorias comercializadas entre os blocos.

A aprovação foi oficializada em Bruxelas, na Bélgica, na sexta-feira, 9, e deve aliviar tarifas de exportação para o café do Brasil, além de carnes, etanol e produtos florestais.

O brasileiro também sai ganhando e, de maneira gradual, deve pagar menos em chocolates, vinhos e azeites importados da Europa.

Por que no Paraguai?

Com dia e hora marcada, o acordo será firmado em Assunção, capital paraguaia, porque o país atualmente ocupa a presidência do bloco sul-americano. O Paraguai ocupa o cargo pela 17ª vez desde que o Mercosul foi criado, em 1991.

Como funciona a presidência do bloco

A autoridade máxima do Mercosul é rotativa, ou seja, a cada seis meses um chefe de estado exerce o cargo de acordo com a ordem alfabética dos países do bloco: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai.

A Bolívia assinou o protocolo de adesão ao bloco em junho de 2025 e ainda não exerceu esse papel. A Venezuela está atualmente suspensa do bloco e, consequentemente, da rotação da presidência. A última vez que o país atuou na função foi em 2014.

Seguindo a ordem tradicional, o próximo a ocupar a cadeira da presidência é Yamandú Orsi, líder do Uruguai. Antes do Paraguai, o posto esteve com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que tentou de todas as formas que a assinatura ocorre em sua gestão, mas não conseguiu.