As acusações de agressão sexual contra Julian Assange nada têm a ver com o WikiLeaks, afirmou nesta quarta-feira advogado das duas suecas que acusam o fundador do site de revelações políticas e diplomáticas.

“Não existe qualquer ligação entre essas duas mulheres e o WikiLeaks, a CIA, ou a administração americana”, declarou Claes Borgstroem.

“O caso não tem nada a ver com o WikiLeaks. Eu gostaria que Julian Assange dissesse isso ele mesmo”, acrescentou o advogando à impresa em Estocolmo.

“Seria uma maneira de acabar de vez com todos esses boatos”, afirmou ainda.

Borgstroem criticou o australiano de 39 anos por ficar dando a entender que todo esse caso não passa de uma conspiração.

“Ele sabe que isso não tem nada a ver com o WikiLeaks”, insistiu.

Depois de se entregar à polícia, Assange foi detido na terça-feira e levado ante o tribunal em função de uma ordem de prisão das autoridades suecas por suspeita de estupro.

O australiano, cujo site está publicando milhares de telegramas diplomáticos confidenciais dos Estados Unidos, ficará detido até o dia 14 de dezembro.

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