A assessoria do senador Aécio Meves e de sua irmã, Andrea Neves,  (PSDB-MG) divulgou nesta terça-feira, 12, nota sobre a reportagem que  citava relatório produzido pela Polícia Federal, que analisou  informações contidas em celulares apreendidos com o ex-presidente da  construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo.

No  documento, a PF destacou conversas sobre valores supostamente  destinados à campanha eleitoral de Aécio e ao Serviço Voluntário da  Assistência Social (Servas), uma associação presidida por Andrea Neves.  Os diálogos foram retirados de troca de mensagens com Oswaldo Borges da  Costa Filho, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas  Gerais e apontado como tesoureiro informal do tucano.

“As  mensagens são autoexplicativas e trazem um conteúdo absolutamente  correto, não apontando qualquer irregularidade. A troca de mensagens  publicada pelo jornal, entre Oswaldo Costa e Otavio Azevedo, foi feita  no mesmo dia 29 de agosto em que foi realizada uma doação da Andrade  Gutierrez à campanha presidencial do PSDB de 2014, como consta da  declaração feita a justiça eleitoral”, diz o texto da assessoria de  Aécio e Andrea Neves.

“Sobre a mensagem que cita o Serviço  Voluntário da Assistência Social (Servas), trata-se de uma entidade  criada há mais de 60 anos, vinculada ao governo de Minas. A entidade  implanta e apoia programas sociais em todo o Estado e, para isso, ao  longo de toda a sua história, conta com o apoio de doações de empresas  privadas”.

“A presidência da entidade é tradicionalmente  exercida pelas primeiras damas do Estado, como ocorre em outras unidades  da Federação. Durante os governos Aécio Neves e Anastasia, a entidade  foi dirigida por Andrea Neves”.

A assessoria da Andrade  Gutierrez também divulgou nota. O texto diz que a empresa “mantém o  compromisso de colaborar com a Justiça. Além disto, tem feito propostas  concretas para dar mais transparência e eficiência nas relações entre  setores público e privado.”