Em torno de 2.000 pessoas protestaram nesta quarta-feira no Afeganistão, pelo sexto dia consecutivo, contra o episódio de queima do Alcorão nos Estados Unidos, segundo fontes locais e policiais.

“Em torno de 1.500 pessoas protestaram em Qalat”, capital da província de Zabul, disse à AFP o governador adjunto, Mohamad Khan Rasulyar.

“A manifestação terminou de forma pacífica”, completou.

Na província de Nimroz, sudoeste do Afeganistão, “centenas de moradores do distrito de Delaram” protestaram pacificamente, apesar de ter havido alguns incidentes com a polícia.

A queima de um exemplar do Alcorão por um pastor extremista americano em 20 de março passado, desatou desde sexta-feira uma onda de manifestações, às vezes violentas, em todo o país.

Ao menos 24 pessoas – entre elas sete estrangeiros funcionários da ONU – morreram e 140 ficaram feridos entre sexta-feira e domingo em Mazar-i-Sharif, a grande cidade do norte de Afeganistão, e Kandahar, a principal cidade do sul.

O presidente americano, Barack Obama, realizou uma videoconferência com o presidente afegão, Hamid Karzai, por conta da violência desatada no Afeganistão devido à queima do Alcorão, informou a Casa Branca nesta quarta-feira.

strs-sak/ayv/lb