A construção de uma estação distribuidora de gás natural para veículos em Sibargan, no norte do Afeganistão, custou 43 milhões de dólares aos contribuintes americanos, segundo um informe sobre a ajuda de Washington a este país, publicado nesta segunda-feira.

Este é o exemplo mais recente de abusos no uso da ajuda americana ao país, denunciada pelo inspetor-geral para a reconstrução do Afeganistão (Sigar), John Sopko, autor do informe.

O custo é “exorbitante”, disse Warren Ryan, porta-voz de Sopko, afirmando que no vizinho Paquistão, a construção de uma estação similar custou 500.000 dólares.

“Não há sinais” de que a estrutura do Pentágono que chefiou o programa “tenha feito um estudo de viabilidade do projeto”, acrescentou Ryan.

O informe sobre a missão Sigar ilustra as dificuldades dos Estados Unidos em melhorar a governança no Afeganistão, apesar das centenas de bilhões de dólares que Washington destina desde 2002.

A Sigar, criada pelo Congresso em 2008, publicou 136 informes desde 2012, identificando mais de um bilhão de dólares em economias em potencial, embora cerca de 538 investigações tenham sido abertas e conduzido a 73 detenções e 69 acusações, acrescentou o porta-voz.

Sopko defende a imposição de condições rigorosas aos afegãos para que a ajuda americana seja bloqueada, uma missão na qual – assegura – conta com o apoio do presidente afegão, Ashraf Ghani.