26/05/2015 - 19:02
A agência europeia fronteiriça, a Frontex, anunciou nesta terça-feira que reforçará seus efetivos no Mediterrâneo para interceptar migrantes ilegais, com três aviões, dois helicópteros, seis barcos, doze patrulhas e nove equipamentos suplementares, indicou um comunicado.
A zona de patrulha destes efetivos fica ao sul da Sicília. Trata-se de praticamente triplicar o esforço da anterior operação Triton, que a Frontex lançou com a participação de 26 países europeus.
Após uma reunião extraordinária em abril, os líderes da União Europeia decidiram triplicar o orçamento da agência, de 3 para 9 milhões de euros por mês.
Estes recursos suplementares “ajudarão as autoridades italianas a controlar suas fronteiras marítimas e salvar vidas humanas, depois de tantas perdas trágicas este ano”, declarou o chefe da agência, Fabrice Leggeri.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu mais cedo nesta terça-feira que os europeus façam mais esforços para ajudar os migrantes que arriscam a vida ao tentar cruzar o Mediterrâneo.
Em visita a Dublin, Ban afirmou que a União Europeia “pode dar mais ajuda”, durante coletiva conjunta com o premiê irlandês, Enda Kenny, e pediu um reforço das operações de resgate no Mediterrâneo.
“Exorto os dirigentes europeus a resolver este problema de uma forma mais completa e coletiva”, acrescentou, destacando que toda abordagem deve atacar as “raízes” do problema no país de origem.
“Em primeiro lugar, devemos fazer os maiores esforços para salvar vidas”, insistiu o secretário-geral da ONU.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 34.500 migrantes e solicitantes de asilo chegaram à Itália desde no começo do ano e 1.770 morreram ou desapareceram em alto-mar, ou seja, mais da metade dos cerca de 3.300 mortos registrados em 2014.
Na semana passada, a União Europeia decidiu lançar uma operação naval militar, a EU Navfor Med, para combater o tráfico de seres humanos no Mediterrâneo.
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