O presidente da mineradora Vale, Roger Agnelli, fez seu primeiro comentário público sobre as especulações a respeito de sua possível saída do cargo por conta de pressões políticas, nesta sexta-feira (25/03).

Em nota, o executivo afirmou que “a decisão sobre a escolha do diretor-presidente da Vale compete exclusivamente aos acionistas controladores da empresa. O que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar. Não tenho envolvimento com qualquer questão política relativa a este assunto”.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, solicitou a saída de Agnelli ao presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão. Reportagem da Folha publicada ontem apontou que um movimento de empregados e diretores da companhia para entregar, de modo conjunto, seus cargos, caso a mudança na presidência da companhia se concretize.

O banco Bradesco reparte o controle da Vale com o Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil), a maior acionista, a trading japonesa Mitsui e o BNDES.