A última decisão da 9ª Corte de Apelação de São Francisco, Estados Unidos, detonou uma avalanche de downloads no site do Napster. A sentença considerou que o serviço não deve permitir a livre troca de músicas que não forem autorizadas pelos seus autores. O processo segue agora para a corte distrital. A Bertelsmann, que fechou um acordo com o Napster e estava desenvolvendo uma maneira de cobrar, considerou a decisão ?mais uma etapa no processo de acomodar direitos legítimos?. O Napster prometeu recorrer.

NEGÓCIOS EM JOGO

Depois das reuniões regadas a chope, as empresas de Internet vão ganhar um novo lugar para trocar cartões de visita e bolar parcerias: o campo de futebol. Começa no final de março o Inter Site, campeonato entre empresas pontocom. ?A idéia é fazer com que o evento seja complementar ao First Tuesday, em que os empresários e investidores se encontram num bar ou restaurante?, conta Maurício Herzog, diretor da ZOGesportes, que promove eventos esportivos.

RECORDE

A indústria norte-americana de tecnologia registrou em janeiro mais um recorde de demissões. Foram 44.851 demitidos no mês, segundo a empresa de outplacement Challenger, Gray & Christmas. E para fevereiro as previsões não são nada animadoras.

ROBÔS DA PRÉ-HISTÓRIA

Com o sucesso do gato Meow-Chi e do cachorro Poo-Chi, produzidos pela Tiger Eletronics, outros minirrobôs estão sendo lançados. O Muy Loco (à esquerda, com uma cibermosca na língua) e o Trirapaceratops são da Trendmasters e foram apresentados na Feira de Brinquedos de Nova York, no começo do mês.

CEO, COO… CPO?

Empresas de tecnologia sempre gostaram de dar expressões em inglês para seus cargos mais representativos: Chief Executive Officer, Chief Operating Officer e outras invenções. Agora, a lista vai ganhar mais uma: o Chief Privacy Officer, responsável pela segurança dos sites e privacidade dos internautas. Já existem 100 profissionais como esse, trabalhando em companhias como Doubleclick, IBM, AT&T e Kodak.

NAMORO COM A REDE

O todo-poderoso Bill Gates fez uma pequena demonstração do novo Windows XP, termo que remete à palavra ?experience?. A novidade promete ser o mais importante lançamento da companhia desde o Windows95 e irá facilitar as operações feitas com Internet, como as compras on-line e o compartilhamento de arquivos pela rede. Mais de US$ 1 bilhão será gasto com os testes. O produto chega aos EUA no final do ano. O bilionário Gates também está prometendo um sistema mais estável. Será que vai ser desta vez?

ESQUADRÃO INDIANO

Mário Bros, Lara Croft e o porco-espinho Sonic ganharão adversários exóticos. É que a indústria de software indiana, cansada de ficar atrás das empresas americanas, européias e japonesas, resolveu produzir jogos com seus próprios guerreiros e princesas. Na última semana, a Pentamedia Graphics anunciou um investimento de US$ 4 milhões na Purple Drop. A companhia já tem os direitos autorais das cinco princesas Pandavas e de Mahabharata, ambos personagens de épicos milenares.

NO LIMITE DOS BITES

Já estreou na Internet o jogo de um dos mais comentados programas dominicais da TV Globo, o No Limite Virtual Game (redeglobo2.globo.com/nolimite/game). Quem produziu a aventura foi o site Bananagames, um especialista quando o assunto é jogos no computador. As inscrições já foram encerradas e mais de 70 mil pessoas se cadastraram. ?Vamos provocar uma febre entre os internautas?, diz Araken Leão, diretor-comercial do Bananagames.

DINHEIRO ? Em que o jogo se parece com o programa da televisão?
LEÃO ?
Teremos vários grupos com seis componentes. Como acontece no acampamento, eles terão reuniões diárias dentro de uma sala exclusiva de bate-papo para decidir como irão enfrentar as provas. Em alguns desafios, será preciso que eles tenham assistido ao programa. Também haverá provas de eliminação, semelhantes ao Portal. No final, sobrarão apenas três de cada grupo. As diferenças são poucas. Nós não teremos um único vencedor, mas três. E cada um deles vai ganhar um laptop no valor de R$ 3 mil.

DINHEIRO ? E como é que o Bannagames obtém a receita?
LEÃO ?
Nós ganhamos com o licenciamento dos jogos. Vendemos este para a Globo e pode ser que fechemos outro com eles mais para a frente. Também temos clientes como a Telefonica e a America Online. Graças a essas parcerias, fizemos com que nossas receitas superassem as despesas em novembro do ano passado. Foi o chamado breakeven.

ECOMMERCE EM TESTE

As transações on-line ainda não mostraram a que vieram no Brasil. Em pesquisa da PriceWaterhouse, 90% das corporações nacionais ainda não notaram uma redução de despesas com o e-business. Para Sérgio Lozinski, sócio-diretor da Price, isso ocorre porque as companhias ainda não entraram no negócio pra valer. ?Elas ainda estão experimentando as tecnologias e treinando o pessoal. São iniciativas de menor risco e, conseqüentemente, de menor retorno.?

PESQUISA FEMININA

Por essa os machões não esperavam. Após colocar no ar um recibo que permite o desconto em motéis, os dirigentes do Descontatudo.com tiveram uma surpresa. A maioria das pessoas (56%) que imprimiram a página eram mulheres. Para Geraldo Takeuchi, sócio-proprietário do motel Faraó?s, na capital paulista, o número não trouxe nenhuma novidade. ?De cada dez telefonemas que eu recebo pedindo informações, oito são de mulheres.? Ele mesmo é que explica: ?A fantasia é sempre da mulher?.

? O Amélia, divisão de e-commerce do Grupo Pão de Açúcar, anunciou um prejuízo de R$ 19,5 milhões em seu primeiro ano de funcionamento

? A educação on-line ainda caminha a passos curtos no País. Somente uma em cada cinco companhias usa a rede para capacitar seus emrpregados

? Segundo pesquisa da PriceWaterhouse, 60% dos funcionários das 450 maiores empresas brasileiras não têm acesso a micro com Internet