28/07/2016 - 8:05
A alavancagem da Vale no segundo trimestre deste ano ficou em 4,2 vezes, estável em relação ao primeiro trimestre do ano, mas 0,9 ponto porcentual maior do que o observado no mesmo período do ano passado, de 3,3 vezes. Esse indicador reflete quantas vezes a dívida bruta da companhia é maior do que seu Ebitda ajustado.
A dívida bruta total da Vale foi a US$ 31,814 bilhões, aumento de 7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e alta de 1% ante o observado nos três primeiros meses do ano. Já a dívida líquida da companhia ficou em US$ 27,508 bilhões de abril a junho deste ano, alta de 4% em um ano, mas queda de 0,5% em relação ao observado no primeiro trimestre do ano.
A Vale detalhou, no relatório que acompanha o seu demonstrativo financeiro, que o prazo médio da dívida foi de 7,6 anos e o custo médio da dívida aumentou para 4,23% ao ano em 30 de junho de 2016 em relação a 4,03% ao ano em 31 de março de 2016. “O aumento do custo médio da dívida deveu-se principalmente ao pagamento parcial das linhas de crédito rotativo que têm um custo de dívida inferior à média da Vale”, destaca a mineradora no documento citado.
A companhia relembra que em junho emitiu US$ 1,250 bilhão de bônus com vencimento em 2021 com um cupom de 5,875% ao ano. No mesmo mês, a Vale pagou US$ 1,000 bilhão dos US$ 3,000 bilhões desembolsados de suas linhas de crédito rotativo em janeiro de 2016.
Ganho financeiro
A vale reportou um ganho financeiro de US$ 2,091 bilhões no segundo trimestre, mais de quatro vezes do observado um ano antes. Em relação aos três primeiros meses do ano, o aumento foi de 47%. A companhia explicou, no relatório que acompanha o seu demonstrativo financeiro, que os ganhos nas variações monetárias e cambiais somaram US$ 1,909 bilhão no intervalo analisado.
No mesmo intervalo, a Vale explica que a valorização do real, de 9,8% no segundo trimestre deste ano, gerou ganhos não caixa de US$ 2,443 bilhões no lucro antes do imposto de renda.
A companhia frisa, por outro lado, que essa apreciação provocou efeitos negativos no fluxo de caixa. Isso porque grande parte das receitas é denominada em dólar, ao passo que o custo dos produtos vendidos (CPV) em real (53%), dólar (29%) e dólar canadense (14%). Assim, a valorização do real em relação às demais moedas elevou o CPV, de acordo com a Vale, em US$ 283 milhões no segundo trimestre do ano.
O CPV total da Vale no segundo trimestre do ano ficou em US$ 4,795 bilhões, queda de 7,5% ante o visto um ano antes. Em relação ao primeiro trimestre, no entanto, o aumento foi de 12,8%.