O Brasil e o México planejam assinar acordos comerciais complementares em agosto do ano que vem, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira, 28, após reunião com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

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Em entrevista coletiva na Cidade do México, Alckmin também destacou que o Brasil pode trabalhar com o México para fabricar baterias para veículos elétricos e que a presidente demonstrou interesse na legislação brasileira para biocombustíveis, que exige a mistura de mais biocombustíveis a combustíveis fósseis.

Ele também observou que autoridades defenderam a ideia de que o México compre uma aeronave de defesa da Embraer.

O ministro da Economia mexicano, Marcelo Ebrard, afirmou mais cedo que os dois países estão buscando acordos setoriais específicos, e não um acordo de livre comércio.

“Temos acordos complementares e o que faremos é tentar atualizá-los”, disse Ebrard.

Alckmin disse a repórteres que o Brasil não pode negociar um acordo de livre comércio sem passar pelo Mercosul.