26/11/2013 - 3:17
Caberá ao Banco Central, ao aumentar a taxa de juros, fazer um ajuste mais recessivo na economia para aumentar a confiança dos investidores, abalada por causa das incertezas quanto à situação fiscal, que piorou. A avaliação é do economista André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual Investimentos. ?Com a piora na situação macroeconômica, com um superávit fiscal menor, sobrou para o Banco Central uma atitude mais austera?, afirma.
Analistas do setor privado dão como certo que o Conselho de Política Monetária (Copom) irá elevar dos atuais 9,5% para 10% a taxa Selic na reunião que começou nesta terça, 26, e continua até quarta.
A pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo BC com economistas e analistas de bancos, mostrou nesta semana que o mercado espera dois novos aumentos de meio ponto percentual no próximo ano, chegando a 11%. ?A curva de juros futuros já mostra esta expectativa?, diz André Perfeito.
O PIB do terceiro trimestre, que será divulgado na terça, dia 3, deve mostrar uma queda na atividade econômica em relação ao trimestre anterior. Ao mesmo tempo, deve confirmar um crescimento em torno de 2,5% para este ano. Por outro lado, as previsões para 2014 mostram um cenário menos promissor, com expansão de apenas 2,1%.
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