Em São Paulo, o índice de atraso no pagamento de aluguel avançou em novembro. A taxa passou de 2,90% em outubro para 2,94%, diferença de 0,04 ponto percentual.

O patamar segue alinhado ao observado nos meses recentes e permanece inferior ao registrado no país como um todo, que marcou 3,69% no período. Na comparação com novembro de 2024, quando o índice era de 2,85%, houve acréscimo de 0,09 ponto percentual. As informações constam do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica.

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Os dados, reunidos pela plataforma que atua com soluções para os segmentos condominial e imobiliário, indicam que o mercado paulista não apresentou mudanças relevantes no curto prazo.

São Paulo se mantém estável e com uma taxa abaixo da média nacional, o que demonstra certa resiliência do mercado local. Ainda assim, os desafios econômicos persistem no país e é essencial seguir atento à evolução dos indicadores macroeconômicos, como inflação e juros, que impactam diretamente a capacidade de pagamento das famílias”, diz Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.

Ao observar o recorte regional, o Nordeste manteve a taxa mais alta em novembro, com 5,23%, embora tenha recuado 1,61 ponto percentual frente aos 6,84% de outubro. Logo depois aparece o Norte, com 4,45%, após aumento de 0,04 ponto percentual entre os dois meses. O Centro-Oeste figura na sequência, com 3,38%, resultado de queda de 0,07 ponto percentual. O Sudeste registrou 3,40%, repetindo o percentual do mês anterior, enquanto o Sul marcou 2,96%, após avanço de 0,04 ponto percentual.

Quando o levantamento separa os dados por tipo de imóvel no Sudeste, os apartamentos apresentaram variação mínima em novembro, passando de 2,39% para 2,40%, número ligeiramente superior à média do país, de 2,39%. No caso das casas, a taxa subiu de 3,60% para 3,83%, ainda inferior ao índice nacional, que ficou em 3,93%. Já os imóveis comerciais tiveram recuo, de 5,07% em outubro para 4,78% em novembro, enquanto a média no país foi de 5,22%.

Em escala nacional, os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil registraram diminuição de 0,26 ponto percentual em novembro, chegando a 6,37%, ante 6,63% no mês anterior.

No extremo oposto, contratos de até R$ 1.000 apresentaram aumento, passando de 6,03% para 6,26%, segunda taxa mais elevada entre as faixas analisadas. Os menores percentuais foram observados nos intervalos de R$ 2.000 a R$ 3.000 e de R$ 3.000 a R$ 5.000, com 1,95% e 1,97%.

No segmento comercial, a faixa de até R$ 1.000 continuou concentrando o maior índice de atraso, com 9,57% em novembro, praticamente o mesmo nível de outubro, que havia sido de 9,56%. Em contratos acima de R$ 13 mil, a taxa ficou em 5,91%. O menor percentual apareceu nos aluguéis entre R$ 5.000 e R$ 8.000, com 4,25%.

De acordo com Gonçalves, os números mostram que os atrasos se concentram nos valores mais baixos e mais altos de aluguel, padrão observado ao longo do ano. Nas faixas intermediárias, segundo ele, os dados apresentam variação menor, o que sugere maior compatibilidade entre renda dos locatários e valores cobrados, tanto no mercado residencial quanto no comercial.