06/05/2015 - 14:45
A Ambev considera que há potencial para aquisições na América Central e também espaço para crescimento orgânico na região, disse há pouco o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Nelson Jamel. Ele participou de teleconferência com jornalistas.
Jamel afirmou que a companhia considera hoje que sua participação no volume total do mercado de bebidas na região América Central e Caribe (CAC) é de 40%. Ele ainda considerou que a companhia tem espaço para ampliar o Ebitda na região e chegar a R$ 1 bilhão, mas não precisou o prazo em que isso pode ocorrer. No ano de 2014, o Ebitda ajustado da Ambev na região foi de R$ 697,7 milhões e no primeiro trimestre de 2015, de R$ 218,3 milhões.
Sobre o Brasil, Jamel destacou que a companhia mantém as expectativas de crescimento baseadas na expansão das vendas de cervejas consideradas premium e de uma nova categoria de produtos que vem sendo chamada de “near beer”.
No caso das cervejas premium, o executivo considerou que a companhia vem aumentando a produção de marcas como a Budweiser. “No início das vendas no Brasil, os produtos da marca eram produzidos em uma única fábrica, mas agora passaram a ser produzidos em outros locais e o volume vem crescendo”, explicou.
Ele ainda lembrou o início da distribuição da marca Corona no Brasil no final do ano passado. De acordo com ele, em março a Ambev iniciou um processo de distribuição da marca em pontos de venda premium.
Já sobre o mercado de “near beer”, que em tradução livre quer dizer “próximo da cerveja”, Jamel explicou que a Ambev quer aumentar a participação de suas marcas em ocasiões de consumo onde a cerveja não costuma estar presente. “São produtos que tem a cerveja como base, mas conseguem entregar características que o consumidor busca em outras ocasiões”.
O executivo afirmou que a Ambev tem no horizonte mais inovações de produtos nessa categoria, mas não deu detalhes. O lançamento mais recente foi a Skol Beats Sense. De acordo com ele, a companhia pretende que o crescimento nessa vertente seja orgânico, por inovações, e não considera aquisições.