11/09/2026 - 14:33
SAN FRANCISCO (Reuters) – A Anthropic, startup de inteligência artificial apoiada pela Amazon, anunciou nesta quinta-feira que conseguiu frustrar tentativas de uso de seus modelos de IA por atores estatais e não estatais, que visavam desenvolver armas biológicas, automatizar ciberataques e aprimorar sistemas de armas. A empresa divulgou seu primeiro relatório de inteligência sobre ameaças, alertando para o aumento dos riscos da inteligência artificial à medida que os modelos ganham mais capacidade.
O que aconteceu
- A Anthropic frustra uso de sua inteligência artificial para o desenvolvimento de armas biológicas e aprimoramento de ciberataques.
- Concorrentes chineses teriam tentado a “destilação” de recursos do modelo Claude para aprimorar seus próprios sistemas de IA.
- Pesquisadores da própria Anthropic alertaram que o avanço rápido da IA pode levar à extinção da raça humana.
A empresa também acusou concorrentes chineses de tentativas de invasão com o objetivo de extrair os recursos do Claude, seu modelo de IA, em uma prática conhecida como “distilação”, para aprimorar seus próprios sistemas. Em um alerta preocupante, dois pesquisadores da Anthropic informaram nesta semana que o rápido avanço da inteligência artificial poderá levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.
Quais os riscos da inteligência artificial para a segurança global?
No relatório, a Anthropic afirmou que há muito tempo existe a preocupação de que os modelos de IA possam, um dia, atingir um nível de capacidade que lhes permita auxiliar significativamente na criação de armas biológicas. A empresa identificou um ataque no qual uma “instituição científica estrangeira” tentou usar o Claude para otimizar protocolos de pesquisa relacionados a agentes patogênicos perigosos.
Em outro caso, a Anthropic bloqueou solicitações que visavam aprimorar a precisão de mísseis e o direcionamento de drones militares. A companhia não identificou as instituições, os países onde estão sediadas nem os agentes biológicos e técnicas de pesquisa específicos envolvidos. A empresa também identificou o que chamou de “novas categorias de agentes de ameaça”. As rápidas melhorias nos modelos da Anthropic geraram novos riscos, disse Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da empresa, à Reuters. “Há um ano, essas capacidades simplesmente não existiam.”
Ameaças cibernéticas com IA
A Anthropic descobriu que criminosos e hackers apoiados por governos estão cada vez mais usando IA para orquestrar e executar grande parte de seus ataques, com os humanos frequentemente atuando como supervisores, em vez de operadores diretos. Entre os casos detectados, a empresa interrompeu campanhas de ciberataques associadas a grupos de hackers apoiados pelo governo russo, que usavam o Claude para automatizar a identificação de vulnerabilidades e a invasão de redes.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento do relatório da Anthropic. O governo chinês sustenta que a IA deve ser desenvolvida para o bem e se opõe à distorção de fatos e a campanhas difamatórias contra o país.
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