O governo do Panamá descartou, nesta quarta-feira, que as tensões entre Estados Unidos e Venezuela possam alterar os debates durante a Cúpula das Américas que será realizada em abril, disse a vice-chanceler María Luisa Navarro.

O país centro-americano sediará a VII edição da Cúpula das Américas nos dias 10 e 11 de abril.

“Até agora, ao que tudo indica, a vontade [é] levar adiante os temas de equidade no continente e como conseguir isso, todos os países estão de acordo em relação a manter esse diálogo”, acrescentou Navarro, durante encontro com correspondentes.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, incluiu a Venezuela como uma “ameaça extraordinária e incomum” à segurança dos EUA.

Esta atitude levou à ira o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e resultou na rejeição de organismos regionais como a Unasul e a aliança conhecida como ALBA, entre sobre o que se manifestou o presidente cubano, Raúl Castro.

“Os três chefes de Estado (Obama, Castro e Maduro) são esperados no Panamá. Até este momento, a informação que temos é que o presidente Maduro tem a intenção de participar na Cúpula”, insistiu Navarro.

Segundo a vice-ministra de Relações Exteriores, as delegações dos 35 países convidados para o encontro já entraram em consenso sobre sete dos oito pontos que serão tratados na Cúpula, que discutirá temas como segurança, saúde, educação e migração.

A maior expectativa da reunião é a possível participação de Obama e Castro, além de uma hipotética reunião bilateral entre os dois governantes. A promessa ocorre após a reaproximação entre os dois governos, depois de mais de meio século de hostilidade.

No entanto, Navarro disse que “neste momento, não sabemos de reunião entre os dois presidentes”.

“O governo do Panamá sempre vai promover a ideia de que os países cheguem a um nível de entendimento”, manifestou Navarro que, em caso de necessidade, ofereceu o Panamá para ser interlocutor entre Estados Unidos e Venezuela.

jjr/mas/jb/di/mvv