Após quase nove meses de crise diplomática, a presidente Dilma  Rousseff recebeu nesta quarta-feira, 4, as credenciais do novo  embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto.

Em  fevereiro, Dilma se recusou a receber o diplomata no Palácio do Planalto  em represália ao fato de a Indonésia não ter aceitado os pedidos de  clemência para evitar a execução de dois brasileiros condenados por  tráfico de drogas. Marco Archer havia sido morto em janeiro e Ricardo  Gularte acabou sendo executado em abril.

Após a recusa de  Dilma, o presidente da Indonésia chamou Riyanto de volta ao País. A  entrega das credenciais nesta quarta foi vista pelo Itamaraty como uma  demonstração de que o “caso está encerrado” e que os dois países podem  retomar as relações.

Dilma recebeu o diplomata com um “bem-vindo” e manteve uma conversa protocolar com ele por cerca de um minuto.

Durante  a cerimônia, a presidente recebeu as credenciais de diplomatas de  outros 21 países. Na média, a conversa entre Dilma e cada um deles durou  cerca de dois minutos. O ato é uma formalidade que marca oficialmente o  reconhecimento de que o embaixador está apto para representar o seu  país de origem no Brasil.

Em um fato curioso, os  representantes das duas Coreias, do Sul e do Norte, países que têm  relações conturbadas e vivem em tensão constante, foram recebidos por  Dilma em sequência. A presidente dispensou praticamente o mesmo tempo  com cada um deles.