Há dois meses, o Snapchat negou uma proposta do US$ 3 bilhões feita pelo Facebook. Segundo rumores, a empresa já havia negado uma oferta do Twitter. O aplicativo de envio de fotos americano queria continuar “livre” até encontrar um modelo de negócio estável e conseguir uma melhor proposta por seus serviços. O tiro, contudo, pode ter sido no pé. Nesta semana, Twitter e Facebook lançaram serviços próprios de troca de imagens entre usuários.

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Instagram vai permitir troca de fotos entre contatos 

 

Na terça, o Twitter adicionou o recurso à sua plataforma, via Direct Message. Nesta quinta, o Instagram, comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão há um ano, também integrou a possibilidade a seu aplicativo. “Agora você pode dividir seus momentos só com seus amigos”, afirmou Kevin Systrom, CEO do Instagram, em evento realizado em Nova York.

 

O Snapchat permite que os usuários troquem fotos que podem ser visualizadas por apenas alguns segundos, se o destinatário copiar a imagem, quem enviou é notificado. O programa parece simples, mas o que gerava interesse nas redes sociais era o público. Mais de 80% dos usuários do Snapchat é de adolescentes entre 13 e 17 anos. Essa faixa etária é uma das fraquezas de Facebook e Twitter – especialmente da plataforma de Mark Zuckerberg, que parece não ter apelo entre os mais jovens.

 

O Snapchat, contudo, não teve lucro em seus dois anos de operação. Segundo análise da consultoria americana Zacks no blog da Nasdaq, o valor oferecido pelo Facebook pela rede social era absurdo. “Como negócio, eles ainda precisam se encontrar”, escreveu a consultoria.