01/05/2018 - 19:03
A Apple apresentou lucro líquido de US$ 13,82 bilhões no período entre janeiro e março, o equivalente a US$ 2,73 por ação, enquanto o ganho registrado no mesmo período do ano anterior foi de US$ 11,03 bilhões, ou US$ 2,10 por ação. Com isso, o ganho por ação no trimestre foi recorde e registrou avanço de 30% na comparação entre os dois trimestres. Os resultados superaram a previsão de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro líquido de US$ 2,69 por ação no segundo trimestre fiscal.
As vendas também registraram avanço recorde, passando de US$ 52,89 bilhões no período entre janeiro e março de 2017 para US$ 61,14 bilhões neste ano, resultando em uma alta de 16%, com as vendas internacionais representando 65% da receita do trimestre. As vendas, no entanto, ficaram um pouco abaixo do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam vendas de US$ 61,2 bilhões. O resultado ficou dentro do previsto pela própria Apple, que esperava vendas entre US$ 60 bilhões e US$ 62 bilhões no segundo trimestre fiscal.
A companhia anunciou que vendeu 52,2 milhões de iPhones entre janeiro e março, pouco abaixo das previsões de analistas, que esperavam 53 milhões de unidades vendidas do smartphone. O resultado mostrou avanço de 3% na comparação com as vendas do mesmo trimestre do ano anterior. Já a receita dos iPhones subiu de US$ 33,25 bilhões para US$ 38,03 bilhões, representando avanço de 14%.
“Estamos entusiasmados em relatar nosso melhor trimestre de março, com um forte crescimento de receita em iPhones e serviços”, disse o presidente-executivo (CEO) da Apple, Tim Cook. “Os clientes escolheram o iPhone X mais do que qualquer outro iPhone a cada semana no trimestre de março, assim como fizeram após seu lançamento no trimestre de dezembro”, afirmou.
A quantidade de iPads vendidos também subiu, passando de 8.922 unidades para 9.113 unidades, uma alta de 2%. A receita derivada da venda de iPads, por sua vez, apresentou avanço de 6%, ao subir de US$ 3,89 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2017 para US$ 4,11 bilhões entre janeiro e março deste ano. Já a quantidade de Macs vendidos caiu 3%, passando de 4.199 unidades para 4.078 computadores, enquanto a receita desse segmento ficou estável em US$ 5,84 bilhões.
A receita de serviços, que engloba o AppleCare, Apple Pay e outros, apresentou avanço de 31% na mesma base comparativa, passando de US$ 7,04 bilhões para US$ 9,19 bilhões. Já a receita de outros produtos, como os AirPods, Apple TV e Apple Watch, apresentou salto de 38%, subindo de US$ 2,87 bilhões entre janeiro e março de 2017 para US$ 3,95 bilhões no mesmo período deste ano.
Recompra de ações
Também nesta terça-feira, a Apple disse que vai gastar mais US$ 100 bilhões em recompras de ações, elevando o pagamento para os acionistas, já que as vendas de iPhones continuaram a mostrar um crescimento saudável, apesar de preocupações de analistas sobre a demanda. A companhia informou que seu conselho aprovou um aumento de 16% em seu dividendo trimestral, além do programa de recompra de ações. A empresa já pagou US$ 275 bilhões aos acionistas até março.
A Apple não deu um cronograma para a implementação das novas recompras de ações, embora o diretor-financeiro (CFO) da companhia, Luca Maestri, tenha dito em uma entrevista que “a quantidade de recompras que estamos anunciando é tão grande que nos levará algum tempo para ser executada”. De acordo com ele, “nosso plano é fazer as recompras em um ritmo acelerado”.
Mercado
Com lucro acima do esperado e em nível recorde, a Apple viu suas ações subirem no after hours em Nova York. Às 19h01 (de Brasília), o papel da companhia subia 3,49%, a US$ 175,08. Mais cedo, com a expectativa pelos resultados, a ação da empresa fechou em alta de 2,32%.