A Apple realizou hoje a Conferência de Desenvolvedores Mundiais da Apple, em São Francisco, nos Estados Unidos, e apresentou seu novo aplicativo, o Apple Music, que pretende mudar os hábitos de consumo de música ao juntar em um produto só o que produtos como Spotify, Pandora, Youtube e SoundCloud fazem.

Jimmy Iovine, o magnata da música que virou funcionário da Apple após a companhia comprar a Beats em maio por US$ 3 bilhões, introduziu o novo aplicativo no palco do evento. O AppleMusic combina serviços de streaming de álbuns (como fazem o Spotify, Rdio e Tidal) com uma rádio 24 horas chamada Beats1. A programação será comandada por Dj’s em Nova York, Los Angeles e Londres e contará com nomes conhecidos como Zane Lowe, que trabalhava na BBC. No aplicativo de música, haverá uma seção chamada Connect, na qual artistas poderão compartilhar demos, gravações ao vivo, vídeo e outros conteúdos com seus fãs em suas próprias páginas – serviços similares aos que podem ser encontrados no SoundCloud, Tidal e Youtube.

De acordo com Iovine, o consumo da música hoje em dia é confuso para as pessoas. Pode-se ouvir álbuns na íntegra no Spotify ou Rdio, vídeos são vistos no Youtube e Vevo e rádios são disponibilizadas no Pandora e Lastfm. “O AppleMusic é um serviço que irá simplificar o mercado de uma maneira que só a Apple pode fazer”, argumenta.

Iovine ainda divulgou que o AppleMusic usará curadoria humana para criar listas de reprodução que normalmente são produzidas através de algoritmos. Além disso, ao contrário de outros produtos da Apple, com exceção do Beats Music, o aplicativo estará disponível em Iphones, Ipad e aparelhos com sistema Android.

O aplicativo estará disponível a partir do dia 30 de junho em dispositivos iOS e em sistemas Android no final do outono (no Hemisfério Norte). O preço da assinatura será de US$ 10,00 por mês, similar ao valor cobrado pelas assinaturas do Spotify, Rdio, Google Play Music e Tidal. Fonte: Dow Jones Newswires.