08/12/2015 - 11:19
Um paquistanês e um saudita, condenados respectivamente por tráfico de drogas e assassinato, foram decapitados nesta terça-feira na Arábia Saudita, elevando para 150 o número de execuções desde o início do ano.
Iqbal Khan, paquistanês condenado por introduzir heroína escondida em seus intestinos, foi executado na cidade sagrada de Meca, indicou o ministério do Interior em um comunicado.
Um saudita, Haidar Al-Radhouane, condenado à morte pelo assassinato de dois de seus compatriotas após uma briga, foi decapitado em Qatif, no leste do reino, de acordo com o ministério.
O número de 150 execuções este ano excede em muito o registado em 2014 (87), de acordo com uma contagem da AFP.
É o mais alto desde 1995, quando o reino realizou 192 execuções, segundo a Anistia Internacional.
As execuções, sempre informadas pela agência de notícias oficial, haviam diminuído nos últimos anos.
Assassinato, estupro, assalto à mão armada, apostasia e tráfico de drogas são puníveis com pena de morte na Arábia Saudita, um país governado por uma versão rigorosa da sharia (lei islâmica).
Segundo a Anistia Internacional, a Arábia Saudita está entre os países que mais executa pessoas, ao lado de China, Irã e Estados Unidos.