12/05/2004 - 7:00
Uma das máximas preferidas dos gurus de varejo diz que ?o cliente vem sempre em primeiro lugar?. Repetido incansavelmente no comércio, o bordão agora chega ao varejo do mercado financeiro. Após a explosão de investidores individuais na Bolsa de Valores e na indústria de fundos, as empresas voltaram a atenção para esse aplicador e, aos poucos, estabelecem para ele políticas especiais de relacionamento. Fruto desse contexto, foi criado no ano passado o Índice do Investidor Individual, o I3, que funciona nos mesmos moldes do Ibovespa. Sua composição inclui apenas empresas que oferecem tratamento diferenciado
ao acionista pessoa física. O objetivo é provar que as
companhias que adotam tal prática são mais bem-sucedidas
e têm melhor desempenho na Bovespa.
Petrobras, Banco do Brasil, Braskem, CCR Rodovias, Cemig, Ripasa, Souza Cruz e Suzano são as empresas cujos papéis compõem o índice hoje. Elas foram escolhidas por sua participação, em 2003, da feira ExpoMoney, evento para o acionista pessoa física, realizado em São Paulo pela companhia TradeNetwork. O I3 é uma iniciativa do presidente da empresa, Raymundo Magliano Neto. No final deste ano, quando ocorre a segunda edição da feira, o I3 deverá incluir ações das novas empresas expositoras. ?Quem participa do evento sinaliza interesse em atender bem os minoritários?, diz Magliano Neto. Desde o lançamento, em junho de 2003, o I3 ultrapassou sistematicamente o Ibovespa. A cotação do índice é atualizada diariamente e, em breve, poderá ser acessada via internet.