04/08/2004 - 7:00
Houve Hitler, em 1936, e ele passou. Houve o atentado de Munique, em 1972, e ele também já faz parte da história. Ocorreram dois boicotes, um liderado pelos Estados Unidos e outro pela União Soviética, em 1980 e 1984, e nada. Há a atual farsa do doping e ela também acabará perdendo. As Olimpíadas derrotam a tudo. Sobreviveram a todas as mudanças políticas e econômicas desde 1896, e não param de crescer. De 13 a 29 de agosto, Atenas, de novo ela, mostrará por que o esporte mora hoje no Olimpo dos grandes negócios. O mais belo espetáculo da terra, palco de emoções que nunca mais se apagam, é também cenário de cifras homéricas. São US$ 12 bilhões gastos desde 1997 em infra-estrutura e marketing. Serão mais de 10.500 atletas.
Diante da televisão, ao redor do planeta, 2,5 bilhões de pessoas acompanharão as provas disputadas por 202 países ? três a mais do que em Sydney. Haverá, ainda, um número 25% maior de testes antidoping do que os 3 mil realizados há quatro anos. Navios de luxo, como o Queen Mary II, atracarão no porto de Pireus, servindo de hospedagem aos turistas (estima-se em 1,5 milhão o total de visitantes ao longo de duas semanas). Os displicentes que estacionarem seus carros em locais proibidos da capital grega serão multados em mil euros. Tudo, nas Olimpíadas de Atenas, a maior de todos os tempos, é grande e caro. Acompanhe, nas páginas a seguir, um guia de DINHEIRO para entender os Jogos do ponto de vista econômico ? porque, afinal de contas, é disso mesmo que se trata.
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? A final do 4 x 100 ocorre em 28 de agosto, às 15h45, horário de Brasília. André Domingos corre também os 100 metros, no dia 21 de agosto.
? As eliminatórias numa chave de 32
ESGRIMA – FLORETE