Cinco pessoas morreram no ataque realizado na madrugada de terça-feira no aeroporto de Goma, no leste da República Democrática do Congo, de acordo com um novo balanço divulgado nesta quarta-feira por fontes oficiais.

“Nós perdemos um membro de nossas forças armadas, (os agressores) perderam quatro dos seus camaradas”, indicou Lambert Mende, porta-voz do governo, à emissora estatal RTNC.

Segundo Mende, o ataque foi realizado por “um comando fortemente armado”, e aquele que “arquitetou todo o plano” foi preso nesta quarta-feira graças ao interrogatório de três suspeitos capturados.

Este homem, “um Kambale” (nome comumente dado ao segundo filho nas famílias da comunidade Nande) foi levado para uma “prisão de segurança máxima em Goma” – capital da província de Kivu do Norte, que sofre com um conflito armado há mais de vinte anos.

Na terça-feira, o governador de Kivu do Norte, Julien Paluku, disse à AFP que o ataque tinha matado duas pessoas, um soldado e um agressor.

Durante o ataque, “os soldados reagiram, matando um agressor e prendendo três outros”, informou nesta quarta a Missão da ONU na RDC (MONUSCO), observando que “investigações estão em andamento”.

De acordo com a MONUSCO, a situação está “sob controle da ONU e das forças congolesas”, e medidas foram tomadas para “proibir outros incidentes semelhantes e proteger as pessoas e seus bens”.

Segundo Mende, os três atacantes foram presos de Butembo, grande cidade do norte da província de Kivu do Norte.

Cerca de 400 pessoas foram mortas na região desde outubro, em uma série de massacres atribuídos a rebeldes muçulmanos ugandeses das Forças Democráticas Aliadas (ADF), presentes na área desde 1995.