17/02/2014 - 23:58
Quando chorou ao receber a notícia de que o Brasil sediaria os Jogos Olímpicos de 2016, em outubro de 2009, em Copenhague, depois de já ter garantido a realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contava que eventos trariam um grande número de turistas ao País, alavancando negócios e projetando uma boa imagem do Brasil no mundo. Mas, até o momento, a Copa trouxe mesmo manifestantes às ruas e até vaias à sua sucessora, a presidenta Dilma Rousseff, na abertura da Copa das Confederações, em 15 de junho do ano passado. Pesquisa da MDA para Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta terça, 18, mostra que 15% dos entrevistados participariam de protestos durante a Copa.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, se disse ?assustado? com esses números. ?Se considerarmos essa porcentagem no total de eleitores, são cerca de 20 milhões de eleitores que podem participar de protestos?, diz. As manifestações públicas durante o mundial de futebol são esperadas por 85,4% dos entrevistados e só 11,4% acreditam que o povo não irá às ruas para protestar.
Sete anos após a escolha do País para sediar o evento, os brasileiros estão insatisfeitos com os investimentos feitos para o Mundial. Se a escolha fosse hoje, 50,7% dos entrevistados não apoiariam a candidatura do Brasil. Outros 26,1% seriam totalmente a favor do Mundial no País e 19,7% defenderiam o Brasil como sede apenas parcialmente.
A pesquisa mostra também que 75,8% dos entrevistados avaliam que os investimentos que estão sendo feitos são desnecessários. Apenas 13,3% consideram que eles são adequados. Também há descrença em relação aos prazos de conclusão das obras de mobilidade urbana, como metrô, trens e corredores de ônibus. A maioria (66,6%) não acredita que ficarão prontas a tempo dos jogos.
Eleições 2014
Apesar de ter perdido popularidade depois dos protestos de junho do ano passado, a pesquisa mostra que a presidenta Dilma Rousseff seria reeleita em primeiro turno, se as eleições fossem realizadas agora. No cenário mais provável, com os candidatos do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, Dilma alcança 43,7%. Aécio Neves teria 17%, e Eduardo Campos, 9,9%.
No levantamento anterior, divulgado em novembro do ano passado, Dilma também ganharia na primeira etapa. A presidenta alcançava 43,5% das intenções de voto, enquanto a soma dos candidatos do PSDB e do PSB chegava a 28,8%.
Nesta edição da pesquisa foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 24 unidades da federação, entre os dias 9 a 14 de fevereiro. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.