Os ativistas que querem proibir a circuncisão infantil em San Francisco deram mais um passo nesta semana para submeter este tema a um referendo, o que desencadeou os protestos de grupos judeus e muçulmanos.

O grupo de ativistas apresentou 12 mil assinaturas às autoridades da cidade para concretizar uma iniciativa eleitoral contra a circuncisão de crianças menores de 18 anos.

As autoridades de San Francisco têm agora um mês para verificar se ao menos 7 mil assinaturas são de eleitores registrados na cidade, e, se for o caso, o assunto será levado à consulta em novembro.

A coalizão de “intactivistas”, como se denominam os que se opõem à circuncisão infantil, afirma que as crianças não deveriam ser forçadas a participar de uma mutilação masculina culturalmente aceita que pode ser arriscada para a saúde e diminuir a função sexual, e inclusive comparam o procedimento com a ablação genital feminina.

Lloyd Schofield, de 59 anos, que lidera a iniciativa em San Francisco, afirma que “os pais são cuidadores, não deveriam machucar seus filhos (…) A circuncisão é prejudicial e muito, muito dolorosa”.

Organizações judaicas prometeram combater a medida caso ela chege a ser aceita no referendo. O diretor da Liga Antidifamação, Daniel Sandman, qualificou o esforço como discriminatório.

“Isto é prejudicial e ofensivo para as pessoas da comunidade que consideram (a circuncisão) um ritual”, disse ele. “A circuncisão tem sido praticada com segurança por milhares de anos”, completou.

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