03/03/2022 - 7:27
Os serviços de emergência australianos ordenaram a retirada de 200.000 pessoas, devido ao avanço de uma forte tempestade que causou inundações devastadoras e deixou 13 mortos na última semana.
A cidade de Sydney foi poupada do temido dilúvio.
As autoridades emitiram alertas severos para chuva e vento em um trecho de 400 quilômetros da costa que inclui áreas do subúrbio de Sydney, a maior cidade da Austrália, onde vivem cinco milhões de pessoas.
A imprevisível tempestade mudou sua direção para o sul do estado de Queensland até Nova Gales do Sul. Deixou um rastro de destruição pelo aumento no volume de rios e reservatórios que provocaram graves enchentes, com municípios com todas as casas cobertas de água até o teto.
Um sistema de baixa pressão permaneceu perto da costa, centenas de quilômetros ao norte de Sydney, despejando fortes chuvas na área. A cidade conseguiu, no entanto, evitar a temida chuva, afirmou o meteorologista Ben Domensino, da Weatherzone.
“Sydney foi poupada das chuvas mais fortes de hoje”, disse Domensino à AFP, prevendo que o sistema deve perder força até sexta-feira.
A barragem de Warragamba, no sudoeste de Sydney, que fornece 80% da água da cidade, começou a vazar na manhã de quarta-feira.
Ainda há grandes inundações em algumas áreas a oeste de Sydney, ao longo dos rios Hawkesbury e Nepean, os quais atravessam os subúrbios da cidade, disse uma porta-voz do serviço de meteorologia de Nova Gales do Sul.
“Esse é um sistema muito grande e vai levar um tempo para diminuir”, acrescentou.
Na localidade histórica de Windsor, onde estão alguns dos mais antigos prédios europeus da Austrália, Paul Caleo se uniu a outros moradores para observar o aumento do volume do rio Hawkesbury, que bloqueou o acesso pela ponte a casas e granjas.
Na histórica marina de Sydney, o Zoológico Taronga se preparou para tratar animais silvestres feridos pelas chuvas torrenciais e inundações.
E, quando o nível da água baixar, a preocupação se voltará para os animais que vivem nos cursos d’água, como o ornitorrinco.
Os serviços de emergência de Nova Gales do Sul disseram que ainda há mais de 70 ordens de retirada da população em vigor.
