23/04/2008 - 7:00

CLÉBER MORAIS, presidente da Avaya Brasil, está rindo à toa. Com apenas 11 meses de casa (antes era presidente da Sun Microsystems), o executivo não esconde a satisfação em dizer que a empresa vai bem, muito bem. E não é só porque as soluções da Avaya, especializada em serviços inéditos para melhorar os sistemas internos de comunicação, estão presentes em mais de um milhão de empresas no mundo. O que tem feito os olhos de Morais brilharem são os bons números da companhia no Brasil, que atingiu o melhor resultado de sua história no último trimestre, com crescimento de mais de 50%. A unidade brasileira é hoje líder do setor de telemarketing com mais de 60% de participação no mercado e tem alcançado bons resultados com a venda de sistema, para telefonia IP, tecnologia que permite ao usuário ter uma linha telefônica virtual através do acesso à internet.
Motivo suficiente para qualquer CEO se gabar. Mas a satisfação de Morais vai além. A Avaya Brasil está na mira da Avaya mundial, dona de uma receita de US$ 5,28 bilhões. A equipe brasileira criou uma estratégia de negócio que acabou virando uma prática global da companhia: a customização de soluções. ?Adaptamos nossos produtos, softwares e serviços à necessidade do cliente?, explica Morais.” O Brasil é um dos mercados mais competitivos do mundo e daí vem a importância de se preocupar com as necessidades do cliente.? Com uma conjuntura econômica favorável e com o know-how dos profissionais, o País foi escolhido para sediar o primeiro Centro de Desenvolvimento de Softwares mundial da Avaya. ?Hoje o Brasil é reconhecido no que diz respeito à inovação. Junte-se a isso um momento de abundância de recursos financeiros, devido ao bom desempenho da economia?, ressalta Morais.
A modalidade ganhou tanto prestígio lá fora que 95% das soluções desenvolvidas no Brasil são voltadas para o mercado americano. As soluções customizadas fazem parte de uma estratégia mais ampla da Avaya: o software como serviço, no qual o acesso ao sistemas da companhia é feito via internet com uma cobrança mensal, uma tendência entre grandes companhias de setor como Microsoft, SAP e Oracle (leia quadro). Estima- se que o software como serviço tenha movimentado cerca de US$ 5 bilhões em 2007, mas, de acordo com a consultoria Gartner, esse valor chegará a US$ 11,5 bilhões até 2011, o equivalente a 22,1% do mercado de software corporativo. A entrada da Avaya Brasil no segmento de serviços veio da forte movimentação do mercado. De acordo com Luiz Antonio Ruiz, diretor de serviços da Avaya Brasil, as soluções customizadas fidelizam o cliente, cada vez mais exigente em um mercado de extrema concorrência. ?O cliente se sente mais seguro sabendo que há uma equipe responsável pelo gerenciamento dos softwares e que garante manutenção e atualização imediatas?, explica Ruiz.
| SOFTWARE COMO SERVIÇO. ELES ADERIRAM | |
| Adotou o modelo em 2007, mas continua com a venda de licenças | |
| A solução Oracle on demand está há cinco anos no mercado. A empresa afirma atender mais de 20 mil usuários deste serviço no País | |
| O Google Enterprise, divisão da companhia responsável pelo licenciamento de tecnologias e produtos, anunciou recentemente que aposta no conceito para crescer no Brasil | |
| Há cinco anos aderiu ao conceito através de alianças estratégicas com desenvolvedores de softwares. No final de 2007, a IBM criou a rede social SaaSpace, focada no conceito | |
| Criou em 2007 o SAP Business ByDesign, em vigor na Alemanha e nos Estados Unidos, com uma assinatura mensal de US$ 149 por usuário | |
| Se diz a precursora do serviço no mundo e conta com mais de um milhão de assinantes de 38 mil clientes | |