Um “Predator” americano lançou neste sábado o primeiro ataque de avião não tripulado na Líbia, informou o Pentágono, um dia depois de Washington autorizar o uso de “drones” para ajudar os rebeldes que lutam contra as forças de Muammar Kadhafi.

“O primeiro ataque de um Predator foi realizado à tarde na Líbia”, disse um porta-voz da imprensa militar em um e-mail enviado à AFP.

O porta-voz não informou o alvo ou a hora precisa do ataque, “como é a prática” nestes casos, mas a Otan revelou que uma bateria de foguetes múltiplos (MRL) do “regime” foi destruída nas proximidades de Misrata “aproximadamente às 11H00 GMT de hoje”, quando um avião não tripulado participou dos ataques.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, anunciou na quinta-feira o uso destes aparelhos na Líbia, em uma missão que qualificou como uma “contribuição modesta” de seu país aos esforços da coalizão internacional.

Segundo Gates, a decisão de utilizar esses aparelhos foi tomada devido à “situação humanitária” na Líbia, já que este tipo de avião tem uma “capacidade” que outros não têm para evitar vítimas civis.

“Podem voar mais baixo e observar melhor os alvos, agora que eles (as forças do regime de Muammar Kadhafi) estão enterrados em posições defensivas”.

Os drones “estão perfeitamente adaptados a estas zonas urbanas (…) e também darão uma maior capacidade de comando à Otan”, já que podem voar por 24 horas sem interrupção sobre seus alvos potenciais.

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