A bolsa brasileira, a B3, iniciou na segunda-feira, 27, as negociações de seis novos Contratos de Eventos. Os produtos ampliam a oferta de derivativos listados.

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Os novos produtos foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inicialmente para negociação exclusiva por investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou certificação técnica emitida pela autarquia).

A estrutura dos contratos seguirá regras comuns aos derivativos já negociados no ambiente regulado da B3, incluindo liquidação exclusivamente financeira, formação transparente de preço em tela, livro multilateral onde todos os investidores interagem entre si, garantia de contraparte para liquidação e parâmetros objetivos para verificação de resultados nos vencimentos.

Os seis primeiros contratos são referenciados no Ibovespa B3, Dólar e Bitcoin. São eles:

  • Contrato de Evento sobre Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI);
  • Contrato de Evento sobre Índice Bovespa B3 (ticker: BBV);
  • Contrato de Evento sobre Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD);
  • Contrato de Evento sobre Dólar à Vista (ticker: BDO);
  • Contrato de Evento sobre Futuro de Bitcoin (ticker: BBI);
  • Contrato de Evento sobre Bitcoin à Vista (ticker: BBC).

O mercado de previsão oferta de contratos derivativos vinculados a eventos aleatórios, como desfecho de eventos reais, decisões políticas, indicadores econômicos, eventos esportivos e premiações culturais.

Nesses contratos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100.

Embora sejam semelhantes às opções tradicionais, os Contratos de Eventos se diferenciam pelo pagamento fixo, potencial de ganho conhecido no início da operação e risco limitado para compradores e vendedores, o que torna seu funcionamento mais simples, segundo a B3.

A resolução nº 5.298 do Conselho Monetário Nacional (CMN), feito sexta-feira, dia 14, veda a oferta e a negociação no país de contratos derivativos cujos ativos subjacentes estejam relacionados em eventos de entretenimento, política ou esportes.

A regulamentação permite apenas contratos vinculados a indicadores econômicos e financeiros como índices de preços, taxas de juros e taxas de câmbio, o que na prática veda outros tipos de apostas oferecidas por empresas estrangeiras como Kalshi e Polymarket.