21/08/2013 - 4:00
Na última segunda-feira (19/8) o dólar bateu novo recorde e fechou cotado a R$ 2,407. Um dia depois, como forma de conter a valorização da moeda americana, o Banco Central (BC) fez nova intervenção, negociando 20 mil contratos, o que gerou um valor de US$ 993,4 milhões.
Esta foi a quarta intervenção do BC por meio do chamado swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. As outras três somadas chegam a US$ 3,6 bilhões. A alta, porém, não é um caso isolado do Brasil. Diversas moedas estão se desvalorizando em meio a um forte fator externo. Desde maio, o mercado financeiro internacional está sendo influenciado pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para o mercado americano.

Banco Central fez nova intervenção no valor de US$ 993,4 milhões
Reginaldo Nogueira, professor do Ibmec, afirma à DINHEIRO que o momento é de muita volatilidade, o que inviabiliza qualquer tipo de previsão quanto ao câmbio. ?Realmente está difícil prever para onde vai. Pode ser que estabilize e chegue a R$ 2,30. Mas sem uma intervenção forte do Banco Central não é possível esperar uma queda considerável”, diz.
Segundo Nogueira, uma intervenção mais eficiente seria o Banco Central decidir por vender dólar no mercado à vista irrigando a economia com a moeda. ?A estratégia de swap cambial em um momento de instabilidade não está funcionando.”
Agravante
O economista explica que a situação do Brasil é delicada, pois somada à valorização do dólar e a fuga de investimentos, o País vive um momento de economia sem credibilidade. Isso pesa na hora em que um investidor decide tirar seus investimentos do Brasil e colocar em outro País. ?Embora outras moedas de países emergentes também estejam desvalorizadas, os investidores vão considerar que migrar investimentos para pesos mexicanos, por exemplo, pode ser melhor do que real.”
De um grupo de dez moedas representando os países emergentes, o real é o terceiro que mais se desvalorizou ante ao dólar nesta segunda-feira (19/8) com -1,35%. Em segundo lugar, vem o rand na África do Sul com -1,4% e em primeiro está a rúpia na Índia com -2,32%.
Confira entre os emergentes, as 10 moedas que mais se desvalorizaram:

(1)
Índia
Rúpia
-2,32%
(2)
África do Sul
Rand
-1,4%

(3)
Brasil
Real
-1,35%
(4)
Chile
Peso
-1,1%
(5)
Indonésia
Rúpia
-1%

(6)
México
Peso
-0,68%
(7)
Tailândia
Baht
-0,48%
(8)
Turquia
Lira
-0,45%
(9)
Malásia
Ringgit
– 0,44%
(10)
Cingapura
Dólar de Cingapura
– 0,4%
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