31/10/2017 - 16:57
São Paulo, 31/10 – A troca de produtos agrícolas por insumos, conhecida como barter, financia aproximadamente 30% das vendas de defensivos agrícolas da Basf no Brasil. Já os recursos obtidos pela emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) viabilizam em torno de 10% dos negócios, segundo nota divulgada nesta terça-feira, 31, pela Basf. A oferta de alternativas de financiamento, diz a empresa, visa complementar o crédito oficial para custeio, que atende de 40 a 50% da demanda do setor.
Produtores de milho, café, algodão e soja são os que mais utilizam o barter para adquirir insumos, de acordo com a empresa. A Basf estima que mais de 720 mil toneladas de soja sejam comercializadas pelos agricultores em 2017 por meio da ferramenta.
“O uso de barter cresce a cada ano principalmente pela limitação de crédito e volatilidade dos preços das commodities”, diz na nota o gerente de Operações Estruturadas e Commodities da Basf, João Bento Reis.
Sem detalhar valores, a Basf informou que o uso de CRAs neste ano quadruplicou em comparação a 2016 e envolve hoje 24 distribuidores de insumos. Estas empresas reúnem grupos de pequenos e médios produtores, que já tenham comprado insumos a prazo, para a emissão de uma Cédula de Produto Rural (CPR) ou duplicata. O valor a ser recebido pela venda dos insumos é usado como lastro da operação, ou seja, vai remunerar o investidor do CRA, acrescido de juros, no prazo acordado entre as partes.