Os amigos pensaram que o empresário pernambucano Edson Mororó estava com algum parafuso solto quando, em 1956, anunciou que iria fabricar baterias para carros na cidade de Belo Jardim, no interior do Estado. O problema não eram as baterias. Era o mercado consumidor. Na cidade havia um único carro, que pertencia ao clínico geral. No Nordeste, o volume também era pequeno. Desde então, a região ganhou uma frota com milhares de veículos e a Moura Baterias se transformou na maior fabricante brasileira do produto, detentora de 25% do mercado. Por ano saem das montadoras brasileiras 800 mil veículos com a bateria de Belo Jardim. Aos 74 anos, Mororó ainda está à frente dos negócios com os filhos, e se prepara para colocar à venda uma bateria que ele batizou de ?inteligente?. Esse produto se ajusta a todas as inovações feitas nos carros brasileiros nos últimos dez anos, como injeção eletrônica e sistemas computadorizados. Com a ajuda de processos químicos, a bateria tem uma vida útil 50% superior aos modelos convencionais.

O grande salto aconteceu na década de 80 quando o governo federal incentivou a produção de carros a álcool. A Moura fez a primeira bateria voltada para a nova frota. Dessa época até hoje, o faturamento não parou de crescer e a empresa vai fechar com uma receita de R$ 240 milhões.