27/05/2010 - 23:58
Bruxelas lembrará neste sábado o 25º aniversário da tragédia do Estádio de Heysel, na qual 39 pessoas morreram, na maioria italianos, em 29 de maio de 1985, na final da Copa dos Campeões na qual o Juventus venceu o Liverpool.
Os torcedores do clube de Turim morreram pisoteados uma hora antes do início do jogo, depois de serem agredidos pelos torcedores britânicos, pois se permitiu que em torno de 200 ‘hooligans’ ficassem no setor do estádio onde os italianos estavam.
Acometidos pelo pânico, os torcedores da ‘Juve’ tentaram deixar o local, o que provocou a morte de 39 pessoas (34 italianos dois belgas, dois franceses e um irlandês) por asfixia e esmagamento, além de deixar 600 pessoas feridas.
A tragédia foi transmitida ao vivo pelas emissoras de televisão europeias, diante de 400 milhões de espectadores, mas a confusão escondeu a gravidade do desastre por algumas horas.
A polícia belga, que estava presente apenas no interior do estádio, foi criticada por sua incopetência, enquanto a federação belga foi acusada de má administração e desorganização.
Autor do único gol da partida, o francês Michel Platini, atual presidente da Uefa, foi também criticado por ter manifestado alegria depois de obter a vitória por meio de um pênalti, enquanto havia cadáveres a poucos metros do estádio.
Depois do julgamento ocorrido em Bruxelas em 1989, 14 torcedores do Liverpool foram condenados a três anos de prisão, e os clubes ingleses foram proibidos de competir na Europa durante cinco anos, sendo que para o Liverpool a punição foi de seis anos.
O prefeito da capital belga, Freddy Thielemans, participará no sábado de uma cerimônia de homenagem às vítimas no estádio que foi rebatizado de “Rei Baudouin”, dez anos depois da tragédia.
bnl/pm/lb