13/01/2016 - 19:38
O chefe dos nacionalistas flamengos, Bart De Wever, relançou nesta quarta-feira o debate sobre a independência de Flandres, declarando que seu partido retomará a questão da “emancipação” dessa região do norte da Bélgica.
O anúncio reaviva os temores de uma nova crise com a parte francesa.
Para entrar no governo do liberal francófono Charles Michel em outubro de 2014, a Nova Aliança Flamenga (N-VA), de Bart De Wever, aceitou adiar suas reivindicações institucionais até 2019.
Esse partido nacionalista, que obteve 32,5% dos votos em Flandres nas eleições legislativas de maio de 2014, angariou o apoio de apenas 27,5% dos falantes de língua flamenga em setembro, segundo uma enquete do jornal “La Libre Belgique”.
Ao mesmo tempo, os separatistas de extrema-direita do Vlaams Belang chegaram a 9,7%, depois de terem caído para 5,8% em 2014.
“Várias figuras eminentes do movimento flamengo me falaram de suas preocupações quanto ao perfil ideológico do partido”, explicou Bart De Wever, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.
“Respeitamos nossa palavra (…) de fazer um ‘stop’ temporário em matéria comunitária, mas isso não significa que o movimento flamengo deva permanecer parado”, completou.
Prefeito de Anvers, Bart De Wever, de 45 anos, confiou a dois parlamentares do N-VA, Hendrik Vuyve e Veerle Wouters, a tarefa de “reunir as forças dentro e fora do partido para discutir as próximas etapas da emancipação de Flandres”, onde vivem 60% dos 11 milhões de belgas.