29/11/2025 - 7:00
O bitcoin foi um dos ativos que mais se desvalorizou no mês de novembro. A criptomoeda acumulou uma queda de 17% em novembro, o pior desempenho do mês entre os indicadores acompanhados pela cosultoria Elos Ayta. O movimento negativo também afetou os índices atrelados ao dólar: o BDRX recuou 2,41%, o dólar Ptax caiu 0,94%, e o euro Ptax recuou 0,36%.
O grande destaque positivo do mês foi o ouro. Em novembro, o metal precioso registrou valorização de 6,49%, o maior avanço entre os 13 índices analisados. O Ibovespa veio logo atrás, com 6,37%, seguido pelo índice Small Caps, que avançou 6,03%.
“A leitura é clara. Enquanto a renda variável brasileira vive um momento de otimismo, o ouro segue reforçando seu papel clássico como porto seguro, mesmo em ciclos de maior apetite ao risco”, diz a consultoria.

Quando se amplia a análise para o acumulado de 2025 até novembro, o cenário é ainda mais favorável ao metal. O ouro acumula 61,14% de valorização, disparando na liderança. Nas demais posições do pódio, dois importantes termômetros da bolsa brasileira: Small Caps (35,56%) e Ibovespa (32,25%).
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O contraste fica por conta de três índices que registram desempenho negativo no ano: bitcoin (-16,97%), Dólar Ptax (-13,86%) e Euro Ptax (-3,80%).
A performance mais fraca desses indicadores se relaciona, entre outros fatores, à combinação de fortalecimento dos ativos domésticos e à menor procura por proteções em moeda forte no mercado internacional.

Na janela de 12 meses, o ouro mais uma vez assume a liderança, com alta de 59,45%. O Ibovespa ocupa a segunda posição (26,58%), seguido de perto pelas Small Caps (24,94%). A boa performance dos índices de ações brasileiras reforça o ciclo positivo do mercado doméstico no período.
Entre os desempenhos negativos, repetem-se os mesmos protagonistas: bitcoin (-15,96%), Dólar Ptax (-11,89%) e Euro Ptax (-3,17%). Mesmo com a volatilidade intrínseca de ativos globais, o comportamento conjunto mostra uma tendência clara de valorização dos ativos locais em detrimento de investimentos dolarizados.
“Os dados reforçam que 2025 tem sido até agora um ano de forte recuperação para a renda variável brasileira, especialmente para empresas de menor capitalização e para índices ligados a dividendos e fundos imobiliários”, diz a consultoria.
