27/05/2015 - 17:06
O ex-premiê britânico, Tony Blair, apresentou nesta quarta-feira sua renúncia como emissário do Quarteto Diplomático para o Oriente Médio, uma decisão que passará a ser efetiva a partir de junho.
Blair “escreveu hoje a Ban Ki-moon”, secretário-geral da ONU, “para confirmar formalmente a ele que renuncia às suas funções” como emissário do Quarteto, integrado por Rússia, Estados Unidos, União Europeia e ONU, explicou à AFP seu porta-voz.
Blair foi designado em 2007 para organizar a ajuda internacional aos palestinos e orientar iniciativas para apoiar a economia e as instituições palestinas diante da eventual criação de um Estado independente.
Embora não tenha nenhum papel formal nas negociações de paz, a falta de avanços neste campo fez com que Blair fosse questionado e se multiplicaram os rumores sobre sua renúncia ou destituição, que finalmente foram confirmados.
O fato de ter levado seu país em 2003 à guerra do Iraque junto aos Estados Unidos também fez com que Blair fosse encarado com receio no campo pró-palestino.
“Como emissário do Quarteto no terreno ao longo dos últimos oito anos, Blair demonstrou um firme compromisso para com a paz israelense-palestino e trouxe uma contribuição duradoura para os esforços para promover o crescimento econômico e melhorar a vida cotidiana na Cisjordânia e em Gaza”, reagiu o Quarteto em um comunicado.
“O Quarteto agradece a Blair pelos seus serviços”, acrescentou.
“Nos últimos anos, Tony Blair fez grandes esforços para fazer avançar a estabilidade e a paz na região”, considerou por sua vez o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
“Israel aprecia e valoriza o seu trabalho e determinação. Espero que, no futuro, continue a colocar a sua experiência a serviço da paz e da estabilidade regional”, ressaltou.
As conversações diretas entre Israel e os palestinos estão paralisadas desde abril de 2014.
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